Experiência no NaNoWriMo – Semana 2

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Thiago: E aí Ficcionados, tudo tranquilo? Agora, mais um update da nossa experiência no NaNoWriMo (se você está perdido, dê uma olhada aqui). Duas semanas, uma previsão de vinte e cinco mil palavras. Intimidador? Difícil? O que você está achando, Kaio?

 

Kaio: Eu comecei com esse lance de escrever sem planejamento para ver no que ia dar. Mas preciso confessar que tirei um tempo essa semana para planejar alguma coisa… haha

 

Acho melhor saber para onde a história vai, quais cenas vêm a seguir e tal. Isso acelera a minha escrita. Eu posso só sentar e transcrever o que eu já pensei. E no NaNo a velocidade importa.

 

Já falamos que é bom suspender a autocrítica e deixar a revisão para depois. Mas se, por um lado, eu já tenho um controle melhor dessa parte; por outro, eu me peguei romantizando demais os possíveis rumos da história enquanto escrevia. E isso consome tempo.

 

Lá nos primeiros artigos do blog, eu disse que prefiro escrever de manhã. Acordar e escrever. Mas com o NaNo tá sendo diferente porque ele não é o meu projeto de escrita principal, então me sobra pra trabalhar nele à noite mesmo. Preciso fazer aquele par de horas valer.

 

Mas claro, essa necessidade de planejamento é pessoal. (O Thiago que o diga…)

 

E como foi a sua semana, Thiago?

 

Thiago: Acho que comecei a me acostumar mais com escrever sem pensar em crítica, sem pensar se está bom. Isso não mudou muito o meu ritmo, mas me fez ficar mais tranquilo, e ganhar um pouco mais de confiança na história. Ainda tem muito o que arrumar, mas o NaNo é sobre escrever, não revisar, e estou seguindo isso à risca.

 

Nesta segunda semana comecei a entender melhor a história, e ela começou a ganhar uma vida própria. Uma das coisas que eu acho mais satisfatórias de se fazer escrevendo sem planejamento é quando algo simplesmente faz sentido, sabe? Como às vezes um detalhe que surge na história (tipo sei lá, um personagem estar cansado) na realidade se encaixa perfeitamente com o resto dos acontecimentos. Isso aconteceu comigo um par de vezes (o que é meio surpreendente, considerando que eu não planejei quase nada), e a satisfação de conseguir fazer algo legal assim é um grande motivador.

 

Em termos de produtividade ando bem, com uma média alta de palavras. A minha rotina está sendo escrever de noite, por uma ou duas horas. É o tempo que tenho, que felizmente está sendo suficiente. Não adotei nenhuma grande rotina, só sentar no computador, colocar uma música em loop e participar de uma Word War.

 

No site do NaNo dá pra ir colocando os gráficos de progresso, e o meu está assim:

 

Uma coisa que tem aumentado a minha produtividade são as Word Wars, que mencinonei no artigo anterior. São bem divertidas de se fazer, e a pressão acaba motivando bastante. Quando o relógio começa eu tento escrever o máximo possível, ir vendo o que acontece. Muitas vezes sai algo que, com certeza daqui a uns meses com a revisão, vou achar horrível, mas alguns dias eu entrei nessa sem a mínima ideia do que ia rolar e a pressão fez algo interessante sair. Algo espontâneo, real (ou assim espero). É isso que procuro com a minha escrita.

 

As Word Wars são meio parecidas com o método pomodoro, que o Kaio já citou em outro artigo. Recomendo experimentar, não só pela produtividade, mas por sentir várias pessoas fazendo junto, se motivando.

 

Semana passada eu estava meio pra baixo, mas agora a minha motivação subiu! O único porém é que, se for pra terminar a história, tô achando que com certeza vai passar das 50 mil palavras… Coloquei um limite superior de 70 mil, pra não acontecer como todas as minhas outras histórias e tudo sair do controle. Enfim, estou confiante. E que venha a terceira semana!

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Nascido em Floripa, graduando em engenharia mecânica (um curso que claramente tem grande foco em contar histórias), criativo inconsolável. Tem poucas coisas que Thiago gosta mais do que bolar alguma coisa, seja ela uma história, um projeto, um jogo, uma biografia para rodapé de site. Quando não está rabiscando no seu caderno quadriculado, anotando ideias, está lendo, jogando algo, ouvindo gêneros conflitantes de música (de The Cribs a Nujabes a Bach numa playlist só), ou percebendo que tem interesses demais. Tem um prazer especial em escrever, analisar coisas, e falar de si na terceira pessoa.Conheça o trabalho dele