Experiência no NaNoWriMo – Semana 3

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Thiago: Como de costume, agora um artigo mais relaxado contando a nossa experiência no NaNoWriMo! Como foi a penúltima semana do desafio pra você, Kaio?

 

Kaio: Agora que tô com um outline mais bem definido, as sessões tão avançando. Como comecei mais tarde, a meta diária de palavras tá precisando ser um pouco mais alta. Essa semana teve dias que deixaram a desejar, e teve outros em que superei a meta com folga. Segunda bati o dobro. Cheguei às 34 mil palavras.

 

Posso não ter recuperado o atraso, mas tô ficando bem satisfeito com o resultado. Claro que suspender a revisão e fazer esses sprints vão acabar exigindo mais da revisão. Mas como comecei o mês sem nem ideia do que escrever – só me prometendo que ia explorar um gênero diferente -, tô feliz. 🙂

 

Acho que um bom Nano é feito com essas duas coisas: prática e diversão. Se um dos dois estiver faltando, você está fazendo algo errado.

 

E aí, Thiago? Parece que você tem boas notícias…

 

Thiago: O NaNo pra mim tinha dois objetivos principais: manter uma meta diária mínima e terminar a história. Esse é um dos pontos legais do NaNo: cada um faz como bem entender, tem até a denominação “nano rebel” pra quem não quer seguir as regras. E bom, por mais que eu tivesse uma rotina razoável, eu não costumava escrever aos finais de semana. E mudar isso tem sido boa parte do desafio.

 

Esta semana em particular foi difícil. Sábado de manhã e de tarde acabei não escrevendo, por pura preguiça e procrastinação. Nos dias de semana eu acabo escrevendo de noite, então acho que parte da rotina, pra mim, tem sido esperar anoitecer pra escrever. Mas sábado de noite era festa de aniversário de um amigo. Resultado, cheguei em casa duas da manhã com uma meta de escrever pelo menos 1667 palavras. Isso não foi tão ruim; ainda estava bem desperto por causa da festa, naquele estado de euforia que não deixa o sono se apossar de você. Em uns quarenta minutos resolvi o problema, e fui dormir.

 

O maior problema foi domingo. O dia todo foi cheio, não parei desde a hora que saí de casa, meia hora depois de acordar, até quando cheguei, umas dez da noite. Não parece tão ruim pra quem escreveu às duas da manhã, mas… Eu estava esgotado. Sentei na frente do computador e tudo que vinha na minha cabeça era “quero dormir”. E, pra piorar, a autocrítica apareceu com força.

 

A história que estou escrevendo está bem mais crua do que de costume. Com o pouco tempo e a meta de escrever o máximo possível, deixei toda a revisão para depois. O problema com isso é que bateu uma insatisfação grande com a qualidade. A história começou a ir por um caminho meio bizarro, que não está me satisfazendo muito.

 

E um último fator: ok, por mais que eu não escrevesse a meta do dia, eu ainda estava bem à frente da meta geral. Dezenove dias de NaNo e 45 mil palavras tá ótimo, eu poderia continuar o desafio todo só escrevendo 500 palavras por dia. Tudo estava contra eu fazer a meta naquele dia. Não fazia diferença, eu não queria, e achava que não seria nem divertido escrever.

 

Fiquei dez minutos tentando e mal saíram cem palavras. “Amanhã eu resolvo”, eu pensei, indo ler um pouco na cama.

 

Mas aí o desafio pesou. Essa era a dificuldade, não? Eu precisava cumprir o negócio todos os dias. Se o NaNo fosse fácil, não valeria a pena fazer. Então eu voltei pro computador, e, com muito esforço, saíram umas 1700 palavras. Foi o dia mais difícil até então.

 

E, logo no dia seguinte, completei a meta de 50 mil palavras! Ainda não significa tanto, quero terminar essa história (e possivelmente escrever mais alguma coisa curta, tipo um conto) até o final do mês, mas ainda foi uma pequena vitória pessoal; acho que nunca tinha escrito tanto em tão pouco tempo. Vai dar um trabalhão editar, e ainda não estou muito contente com a qualidade, mas fazer algo assim dá uma motivação extra pra continuar, e pra seguir tentando se tornar um escritor.

 

De uma forma ou outra, está sendo bastante divertido. Eu reclamo da qualidade, mas só depois; na hora da escrita as coisas fluem. E agora vamos à última semana!

Seguir Thiago Loriggio:

Nascido em Floripa, graduando em engenharia mecânica (um curso que claramente tem grande foco em contar histórias), criativo inconsolável. Tem poucas coisas que Thiago gosta mais do que bolar alguma coisa, seja ela uma história, um projeto, um jogo, uma biografia para rodapé de site. Quando não está rabiscando no seu caderno quadriculado, anotando ideias, está lendo, jogando algo, ouvindo gêneros conflitantes de música (de The Cribs a Nujabes a Bach numa playlist só), ou percebendo que tem interesses demais. Tem um prazer especial em escrever, analisar coisas, e falar de si na terceira pessoa.Conheça o trabalho dele