Experiência no NaNoWriMo – Semana 1

com 2 Comentários

Thiago: E aí Ficcionados, alguém mais participando do NaNoWriMo? Nós estamos! E decidimos fazer uns artigos extras contando a nossa experiência e tal. Como você talvez tenha percebido, o jeitão deste artigo é um pouco diferente, um pouco mais relaxado e pessoal. E dá pra ver quem está falando! Ah, as maravilhas da internet… De qualquer forma, falaremos de como está sendo uma vez por semana, nas quartas-feiras. E aí, Kaio, como foi a semana pra você?

 

Kaio: Comecei oficialmente hoje o NaNo, então não tenho exatamente uma estatística da semana para apresentar. Para quem gosta de números, cheguei a 2573 palavras, mas ainda tô longe de compensar os dias perdidos. 😛

 

Quanto ao planejamento, ao contrário do meu padrão, não fiz quase nenhum; pensei em algumas personagens e no gancho inicial, não muito mais do que isso. Além de ter essa experiência de escrever fora de um outline, esse mês também quero testar um estilo de escrita diferente.

 

Por mais interessante que seja entrar no NaNo com comprometimento, acho que mais importante ainda é aproveitar o período para se conhecer melhor como escritor. Procurar por sua voz, saber como você lida com as sessões de escrita, com os altos e baixos da inspiração e com a autocrítica. A meta das 50 mil palavras talvez seja um grande McGuffin, tá aí apenas para promover essa descoberta. Ah, e claro, e não deixe de aproveitar o apoio da comunidade para se manter em frente; afinal, é ela que faz esse mês ser diferente dos demais.

 

E a sua semana, Thiago?

Thiago: Foi mais ou menos. Como experiência e aprendizado, tá sendo muito legal. Acho que encarei bem o espírito do nano: comecei uma história do zero, no primeiro dia eu nem sabia o nome dos personagens.

 

Conheci a comunidade brasileira (que eu mal sabia que existia!), no grupo do facebook e no chat legal que tem. As pessoas discutem as histórias, pedem dicas, compartilham as vitórias e mazelas do dia-a-dia… No chat rolam umas Word Wars, onde todo mundo cronometra um tempo pra escrever (algo entre 10 minutos e uma hora) e no final todos comparam a quantidade de palavras escritas. É bem legal, incentiva todo mundo a esquecer o editor interno e só escrever, algo essencial pro NaNo. É bem divertido! Várias vezes entrei numa dessas sem ter a mínima ideia do que ia acontecer, mas a pressão e o incentivo fizeram as palavras fluírem de uma forma legal. A comunidade, no geral, é bem acolhedora. O pessoal se reúne lá por anos! Tem toda uma subcultura, histórias passadas, e gente que escreve MUITO (tipo 50 mil palavras num dia só. Num dia só!). Anima conversar com pessoas tão animadas.

 

Em termos de produtividade, eu tô bem. Eu queria seguir a meta de 1667 palavras diárias, tanto por não estar com tanto tempo assim pra dedicar quanto pra seguir à risca a proposta de escrever um pouco por dia, mas teve uns dias que me empolguei; segundo o site do nano (que atualizei religiosamente), escrevi uma média de duas mil e poucas palavras por dia. Pra quem gosta de números, como você disse, Kaio, estou chegando nas vinte mil palavras.

 

Eu falei que vai mais ou menos no começo porque, por mais que eu esteja bem produtivo, não tô muito satisfeito com a minha história. Acho que não é tanto um problema dela, é mais um problema meu. Quem sabe seja porque eu gosto de coisas maiores e mais complexas, e tô suando pra conseguir terminar algo em 50 mil palavras. Quem sabe seja só porque eu ainda não descobri o suficiente; talvez daqui a pouco engrene, e eu me empolgue mais. Só fico pensando na edição trabalhosa que vou ter que fazer depois… Mas o nano não é pra pensar em edição! Primeiro terminar o livro, depois pensar no resto.

 

De uma forma ou outra, tá dando pra aprender bastante coisa. Só de tentar escrever algo bem diferente você já pensa em várias coisas, vê o processo de uma nova forma. Além disso, tem um pouco de praticar o profissionalismo na escrita: escrever todos os dias, mesmo sem inspiração, mesmo sem estar super empolgado ou satisfeito com a sua história. Tudo se resolve na edição, espero.

 

Acho que é mesmo só coisa da minha cabeça. Eu posso só estar achando ruim por não ter relido, ou por ter me acostumado a revisar coisas mais polidas. Quem sabe essa história tenha potencial. Pensando bem, andei me divertindo bastante enquanto escrevia

 

E foi essa a nossa experiência essa semana, Ficcionado! No NaNo não tem muito certo e errado. Tem quem planeja desde o começo, quem não faz, quem completa histórias já iniciadas… O que vale é o seu desafio pessoal. E aí, você anda participando? Como foi a sua experiência? Conte pra nós! E até semana que vem!

Redes Sociais:

Nascido em Floripa, graduando em engenharia mecânica (um curso que claramente tem grande foco em contar histórias), criativo inconsolável. Tem poucas coisas que Thiago gosta mais do que bolar alguma coisa, seja ela uma história, um projeto, um jogo, uma biografia para rodapé de site. Quando não está rabiscando no seu caderno quadriculado, anotando ideias, está lendo, jogando algo, ouvindo gêneros conflitantes de música (de The Cribs a Nujabes a Bach numa playlist só), ou percebendo que tem interesses demais. Tem um prazer especial em escrever, analisar coisas, e falar de si na terceira pessoa.Conheça o trabalho dele

  • Gabriel Souza

    Mesmo não me inscrevendo vou tentar entrar nessa onda. parece muito divertido!

    • http://oucoisaparecida.com.br/ Thiago Loriggio

      É bem legal mesmo! Vale a experiência 😉