Como Escrever um Livro

com Nenhum Comentário

Então você quer escrever um livro.

 

De início, acho que isso é tudo que importa: o querer. Não importa se você quer só pra mostrar pros amigos ou pra vender, não importa se você quer fazer isso em uma semana ou um ano. O essencial é a vontade.

 

Mas e aí, partindo da vontade, como escrever um livro?

Será que você tá com uma ideia na cabeça, mas não sabe por onde começar?

Ou já começou, e travou em algum ponto?

Ou até já escreveu, mas quer melhorar?

 

Não se preocupe, ficcionado: aqui reunimos todos os nossos pensamentos sobre escrever um livro de ficção.

 

Este artigo é uma visão geral de vários temas que já abordamos ou ainda vamos abordar mais profundamente. Se quiser ler mais sobre algum tema que só pincelamos, avise! Se não, olhe esta página periodicamente para ver o que há de novo.

 

Antes de Começar


Você pode simplesmente sentar e começar, se esse for o seu jeito. Se for, não há o menor problema nisso. Pode ser útil escrever uma história sem pensar em nada; vai dar muito conhecimento prático. Mas alguns gostam de pensar um pouco nas coisas antes de se jogar nessa jornada. Quais são algumas coisas importantes a se pensar antes de começar a escrever?

 

Tendo ideias

Mesmo com uma ideia inicial do que você quer, é fácil achar vários pontos que precisam ser maturados com novas ideias.

 

Ser criativo é fundamental. O tema da criatividade é algo amplamente estudado, explicado e discutido, então não almejamos aqui trazer a última palavra sobre o assunto… Mas ainda assim temos as nossas opiniões sobre isso.

 

 

Para dar uma dica rápida, eu diria para tentar coisas diferentes. Se você está com dificuldade para pensar em algum ponto interessante da sua história (ou até dificuldade em pensar numa história), faça algo diferente, experimente um pouco.

 

Saia para uma caminhada, faça um curso de algo que você tem curiosidade em aprender… Procure coisas que te interessem e veja se há uma história nelas. No meio da escrita é bom fazer esse tipo de coisa periodicamente, não ficar preso ao ofício. As melhores ideias vêm quando você está relaxado.

 

Veja o que já postamos sobre Criatividade:

As Barreiras que Retêm a Sua Criatividade

Como Expandir as Fronteiras de Sua Mente Criativa

 

E se o seu problema for o famoso Bloqueio…

Atitudes que Você pode Tomar para Superar o Bloqueio de Escritor

 

Inspiração

Esse é o grande tabu. Será que ela é totalmente necessária para escrever? É uma dádiva, e se você nasceu sem isso, nunca conseguirá ser um escritor?

 

Não. Eu enxergo inspiração como um tipo de privilégio não diferente do que acordar bem disposto. Você não pode contar com isso para viver sua vida, mas eventualmente virá, é inegável.

 

A não ser que você queira que seu livro demore um tempo razoável para ser escrito, não espere inspiração para escrever. Se ela vir, ótimo; se não, é só escrever. Você vai ver que, escrevendo constantemente, depois de um tempo mal dá pra ver quais passagens foram escritas com inspiração e quais não foram.

 

Se precisar de mais ajuda com isso:

Como Começar a Escrever Sem Inspiração

 

Planejamento (da sua história)

Ok, agora entrando em aspectos mais técnicos.

 

Você quer escrever um livro, mas quanto dele deve ser planejado com antecedência?

 

É necessário ter todas as cenas escritas de antemão, fazer um script, ou dá pra só começar a escrever e ver onde a história vai parar? Bom… Depende. Depende do que você quer. Esse é um dos aspectos mais pessoais da escrita. Experimente, sinta na prática o que funciona melhor para você.

 

Veja o que já escrevemos a respeito:

Escrevendo com planejamento

Escrevendo sem planejamento

 

Público

Para quem você está escrevendo?

 

Essa é uma pergunta bastante importante para se fazer; de certa forma, ela define todo o seu trabalho. Você está escrevendo só para você? Então não vale a pena ter metas difíceis, ou se preocupar em como você vai vender sua história, seu gênero, etc.

 

Mas se você quiser vender o seu livro, se você quiser viver disso, a história muda. Então saiba para quem você está escrevendo, e observe cada aspecto do seu trabalho com a perspectiva de quem vai estar lendo.

 

Sua história é para crianças? Talvez algumas coisas mais simples devam ser explicadas, e as suas construções de frase provavelmente serão melhor aceitas se forem mais simples.

 

E se você está escrevendo para adultos, como fica a situação? Se o seu livro é o tipo de história que velhinhas irão gostar de ler, será que se você falar em Whatsapp elas vão entender? Ao mesmo tempo, se a sua história é para adolescentes, eles vão entender o que é um fax?

 

Discurso

Você vai narrar em primeira pessoa? Terceira? Ponto de vista limitado? Ou esses termos são desconhecidos?

 

Explicando bem rápido:

 

Narrativa em primeira pessoa é quando o protagonista é, também, o narrador. Quando você conta a alguém o que aconteceu no seu dia, você está narrando em primeira pessoa. “Eu fui até lá”, “eu fiz tal coisa”. Esse tipo de narrativa tem diversas vantagens claras: é mais fácil se importar com alguém se você presencia todos os pensamentos dessa pessoa. É mais fácil pro escritor explicar conceitos pro leitor, já que é como se o personagem estivesse te contando, e inserir a personalidade dele nas explicações pode deixar uma aula enfadonha bastante divertida.

 

Narrativa em terceira pessoa é quando os personagens são vistos de fora, narrados por um narrador que não é nenhum deles. “João foi até lá”, “Marcos fez tal coisa”. É um jeito completamente diferente de se contar histórias. O escritor pode mostrar vários pontos de vista, mostrar coisas que nenhum personagem vê, ou até mostrar os dois pensamentos de dois personagens ao mesmo tempo. Esse estilo tem diversas variações: você pode acompanhar um personagem só (limitada), pode ficar passando de cabeça em cabeça (onisciente), pode haver um narrador com personalidade, um narrador totalmente imparcial, ou até um narrador que de vez em quando expõe pensamentos próprios…

 

Em ambos há diversas variações. Você pode escrever seu livro em forma de cartas, pode ter pensamentos internos em primeira pessoa no meio da narrativa em terceira, ou pode até se arriscar a escrever em segunda pessoa (mas no começo acho que não vale a pena tentar, por isso nem falei a respeito aqui).

 

A escolha do tipo de discurso é uma das primeiras que devem ser feitas, e, como todas as escolhas deste tipo, é importante fazê-la conscientemente. Se há só um personagem, há motivo para narrar na terceira pessoa? Se a sua narrativa é imparcial e sem muitos pensamentos internos, por que está na primeira pessoa? Pense a respeito. E mantenha-se consistente. Saltar de um tipo de narrativa para outro é uma armadilha comum ao iniciante, que quer aproveitar todas as coisas boas dos diferentes tipos, mas acaba só irritando o leitor. Nos seus primeiros livros, é bom ter ciência que esse tipo de experimentação pode dar tremendamente errado.

 

Voz

Como você vai escrever? Quais as palavras que você vai usar, as expressões, as construções? Há muito de estilo nisso, mas estilo por si só é um tópico que eu pessoalmente acho que não se deve quebrar a cabeça no começo. De qualquer forma, pensar em algumas dessas coisas pode ser bastante útil.

 

Associando com público, escolha de palavras é um tópico bom para se pensar logo no começo. Se a sua história é um conto de fadas para crianças, palavrões não caem bem. Se é uma história de suspense, omiti-los pelas suas versões menos ofensivas (carambola! Droga!) pode torná-la irreal.

 

O tom que o escritor dá à história vem muito do seu estilo. Uma narrativa com acontecimentos tristes pode ser engraçada se contada do jeito certo, da mesma forma que uma vida feliz pode se tornar melancólica. Pense no que você quer que o texto passe, e trabalhe nas palavras corretas para deixar isso presente.

 

 

Gênero

Qual o gênero da sua história? Ou, mais importante, o que exatamente gênero significa? Essa é uma das palavras que usamos levianamente, o que leva a muita confusão. A sua história é um mistério ou uma ficção científica? Tem que ser um só? Dá uma lida aqui para entender melhor.

 

Gênero é importante por diversos motivos. Você tem que explicar para as pessoas como é a sua história, e muitas vezes citar um gênero é um ótimo jeito de fazer isso. Termos como “fantasia” ou “policial” evocam imagens, e dão uma noção ao leitor do que esperar.

 

Mas isso também pode ser perigoso: gêneros estão cheios de tropos, que, se feitos de forma exagerada, podem deixar a sua obra excessivamente clichê.

 

Ou, de forma oposta, se a sua história não cumprir com os aspectos que definem aquele gênero, você pode decepcionar seus leitores; mesmo que a história seja boa (imagine, por exemplo, comprar um livro de ficção científica e encontrar magos no primeiro capítulo).

 

Planejamento (da sua vida)

É fácil sentar na frente do computador e escrever furiosamente aquele primeiro capítulo que veio na cabeça enquanto você tomava banho. Difícil é voltar seis meses depois para escrever o final da história.

 

Escrever um livro é trabalho duro. Se você quer entrar nessa, é bom se planejar um pouco.

 

Quanto tempo você tem livre para isso?

Quais as suas metas?

O que acontece num dia de bloqueio?

 

Já publicamos nossa primeira série de artigos a respeito:

Desbloqueando a Escrita,

Compilada nesse ebook com algumas coisas a mais. 🙂

 

Software

Falando de coisas mais práticas, uma das primeiras decisões que você terá que tomar quando efetivamente começar a escrever o seu livro é onde você vai escrever o seu livro.

 

Num caderno? Máquina de escrever? Bem mais provável usar o Word mesmo.

 

Mas será que o Word é a escolha mais adequada para escrever livros?

 

Pode até ser, mas varia muito de pessoa para pessoa. Há uma imensidão de softwares hoje em dia que podem ser usados, e se adaptar perfeitamente às suas necessidades.

 

Escreve em múltiplos computadores? Que tal usar o Google Docs?

 

Escreve no ônibus? Que tal usar o Evernote no celular?

 

E, se você quiser obras maiores, dá pra procurar os programas específicos para escrever livros, como o Scrivener, o Writemonkey, ou o Ulysses.

 

A escolha de um bom software pode parecer simples, mas é muito importante. Pela organização, e, principalmente, pela produtividade. Será que ter um arquivo só do Scrivener, com todas as cenas das suas histórias separadas mas num lugar só, não é mais rápido do que ter dezenas de artigos do Word diferentes para cada capítulo? Quanto tempo não se perde abrindo e fechando arquivos? E a organização? Essas são perguntas que vale a pena fazer antes de começar um projeto longo.

 

Ainda vamos fazer uma série longa de artigos sobre software, fique ligado!

 

Começando


Depois de tudo isso (ou não, se você decidiu só sentar e experimentar) você finalmente vai escrever o seu livro. Então chega um dos momentos principais de qualquer história: o começo.

 

O começo de uma história é um ponto extremamente delicado. Começar logo na parte boa pode ser um tiro no pé, já que a maior parte do que eu chamaria de “parte boa” de uma história não existiria sem uma preparação antes.

 

Se “O Senhor dos Anéis” começasse logo nas batalhas contra os Orcs você não saberia da vida mansa que os Hobbits levavam antes, e o medo deles não seria tão real.
Ao mesmo tempo, um começo instigante é o que vende (tanto literal quanto metaforicamente) o seu livro. Quem não ficou mesmerizado depois da primeira frase de “A Guerra do Velho”?

 

Há muito a ser dito ainda sobre começos de histórias.

 

Por onde começar a sua história

As ideias, às vezes, vêm um tanto vagas.

 

“Ah, imagine que legal o mundo de hoje em dia, mas os dinossauros ainda existem!”

 

Interessante, mas por onde essa história começaria a ser contada? Uma longa explicação de como o meteoro nunca caiu? Uma aula de biologia onde a protagonista ouve, desinteressada, sobre como os dinossauros sobreviveram e convivem com as pessoas? Qual é o ponto interessante para começar?

 

Na maioria das vezes, essas ideias vêm com alguns momentos marcantes. Talvez haja uma guerra contra os dinossauros, e seja isso que você quer escrever.

 

Mas, resgatando o meu exemplo de antes, dos Orcs, talvez não seja a melhor ideia começar diretamente por isso. Entretanto, se a guerra, a parte empolgante, só acontecer na página trezentos, quem sabe as pessoas não leiam até lá.

 

Esse é um equilíbrio delicado. Há o conceito de “chegar tarde, sair cedo” (em inglês, in late, out early), que refere-se a começar a contar a história (ou cenas individuais) o mais próximo possível da ação, e terminar logo que essa ação acaba.

 

Mas, ainda assim, é difícil definir quão exatamente próximo é suficiente para dar contexto, fazer as pessoas entenderem o que está acontecendo, ou fazer o leitor se importar com os personagens.

 

É bom pro escritor saber tudo que aconteceu na história: que horas os personagens acordaram, quando eles foram no banheiro, como foi a ida deles ao supermercado. Mas, pro leitor, narrar esses eventos pode ser tedioso. É escolha do escritor quais partes mostrar.

 

Esse problema é complexo demais para destrinchar em uns poucos parágrafos, mas um caminho rápido é pensar na cena empolgante; a guerra, do exemplo do mundo dos dinossauros. Pense por que essa guerra seria empolgante.

 

Porque os dinossauros são enormes? Se for, é necessário mostrar antes como os dinossauros são grandes, para que, quando a batalha comece, o leitor já tenha essa ideia presa na mente, e já tenha até imaginado como seria uma batalha.

 

Ou será que é o protagonista, que adora dinossauros, mas agora vê-se forçado a lutar contra eles? Então é necessário começar antes, e mostrar de onde vem essa afeição.

 

Resumindo sem o exemplo tonto de dinossauros, é importante definir por que as pessoas vão querer ler a sua história, e definir o que é necessário fazer antes para que aquelas partes sejam boas.

 

O começo é de muitas formas a preparação do terreno. Se você for construir uma piscina, precisa cavar fundo, preparar encanamento, limpar todo o mato. Mas se for só uma casa na árvore, o trabalho pode ser menor.

 

O Primeiro Capítulo

A parte mais importante do começo é o começo do começo.

 

Por onde começar, então?

Será que é mandatório ter uma excelente frase de abertura, como Neuromancer?

Como fisgar os leitores?

 

Essas são perguntas complexas. Mas, se você está começando agora, tem algumas coisas que são úteis saber.

 

O começo de uma história faz várias promessas. Consciente ou inconscientemente, o escritor cria expectativas nos leitores, coisa que muitas vezes atrai eles para a história.

 

O mais difícil é criar interesse. Dar um protagonista que logo de início faça o leitor se importar, ou um mistério que instigue a curiosidade. É a hora de mostrar, bem de leve, o que é a sua história e por que ela será boa.

 

Continuando e Terminando


Passado o começo, você tem, bom, todo o resto da sua história. Um bom começo fará o seu livro ser lido até o final, mas um bom meio e um bom final farão os seus próximos livros também serem lidos. Não adianta ter um começo brilhante e um final fraco: a história é uma coisa só.

 

Meios

O meio é uma parte interessante. Não é tão delicado quanto o começo, mas também não é tão empolgante quanto o final e seus clímax. Então pode ser, até pro escritor, um tanto morno. É importante manter-se firme nessa etapa. Se uma determinada parte parece chata demais, embora necessária para o impacto do final, é sempre interessante dar uma mexida nas coisas. O meio é um bom lugar para se desafiar, tentar mudar um pouco o planejamento inicial e experimentar construções mais empolgantes.

 

Finais

Os finais são complexos. Um final bom ou ruim depende muitas vezes não dele próprio, mas de todo o resto do livro. É aqui que todas as promessas feitas no começo devem ser cumpridas (a princesa foi resgatada!) ou subvertidas (a princesa estava morta o tempo todo!).

 

É importante repensar a história, pensar qual o caminho natural para ela tomar. Pensar nas expectativas, na mensagem da sua história.

 

Revisando e reescrevendo

Nenhuma primeira versão de livro é perfeita. Acostume-se com isso. Boa parte do que foi escrito pode ser melhorada, às vezes até jogada fora, para se ter uma história melhor.

 

O objetivo da revisão não é só deixar a escrita mais polida, mas avaliar a obra como um todo. Ver se alguma cena deve ser cortada ou ampliada, procurar problemas, trabalhar com o feedback recebido na leitura dos rascunhos… Não é ao todo incomum ter uma versão final do seu livro que é bastante diferente do primeiro rascunho. Não se assuste com isso! É muito gratificante conseguir arrumar um problema, e ir deixando aquela ideia cada vez melhor.

 

Elementos de uma história


Saindo um pouco da escrita em si, imaginando ou que você já terminou e está revisando ou que ainda está tendo ideias, é interessante analisar um pouco os elementos principais que uma história tem.

 

Falar em elementos é complexo. Dependendo do autor, você encontrará dezenas de divisões diferentes, algumas menores, algumas maiores. Como nós aqui não somos grandes estudiosos, achei melhor deixar a divisão simples. Principalmente escrevendo ficção de gênero (ou seja, fantasia, ficção científica, etc.) eu pessoalmente acho essa divisão suficiente para englobar as coisas mais importantes.

 

Personagens

O que é uma história sem personagens? Há muitos que dizem que eles são o aspecto mais importante de uma história (embora eu discorde…), e certamente há verdade nisso.

 

Bons personagens são aqueles que ficam na memória. Que parecem gente de verdade, cheios de personalidade, sonhos, problemas, cacoetes, e uma voz distinta. Narrando em primeira pessoa, é fácil deixar claro quem é seu personagem.
Já temos alguns artigos falando só sobre personagens:

Como Escrever Personagens Muito Diferentes de Você

Uma Maneira de Criar Personagens Profundas e Coerentes

 

 

Cenário

Onde a sua história se passa? Isso é importante?

 

Essa tem muito a ver com gênero. Escrevendo uma ficção mais realista, o cenário é um tanto secundário, já que as pessoas conhecem a vida como ela é. Mas se você escreve fantasia, por exemplo, você provavelmente criou um mundo novo completamente diferente, que o leitor vai desbravando com o seu livro.

 

Veja o que já publicamos a respeito:

Por Onde Começar a Construção do Cenário

Como Colocar o Cenário nas Páginas do Seu Livro

Como Construir o Seu Próprio Mundo

 

Enredo

O que acontece na sua história? Como deixar isso original, interessante?

 

O enredo, a trama do livro, é um tema amplamente dissecado. Há dezenas de livros, alguns até um tanto formuleicos, ditando formas interessantes de contar histórias. O mais famoso quem sabe seja O Herói de Mil Faces, que popularizou a famosa jornada do herói. Você precisa seguir isso para sua história ser interessante? Absolutamente. Você conhecer isso é importante para fazer histórias melhores? Certamente.

 

Estilo


A essência da sua história é muito importante, sim, mas você precisa saber como escrever. Uma foto de algo extraordinário, se tirada sem foco, perde todo o apelo. Então é importante, enquanto escreve ou revisa, procurar formas de tornar sua prosa mais interessante, mais fluida, mais poderosa.

 

Dá uma olhada no que nós já falamos sobre melhorar seu estilo:

Elements of Style: as 8 Regras Mais Úteis Para Quem Escreve em Português

O Que Traz Valor Para o Seu Texto? Entenda a Diferença Entre Forma e Roteiro

Quando Contar e Quando Mostrar

4 Maneiras de Escrever Cenas de Ação Melhores

Como Melhorar Suas Descrições

Concluindo


Histórias são cheias de detalhes. Escrever um bom livro não é algo que vem com a nascença, um talento divino: é uma perícia. Você pode aprender a escrever. Não é fácil, mas, se você tem paixão por isso, é muitíssimo recompensador.

 

Ainda há muito a ser discutido, tanto nos temas pincelados aqui quanto em outros, mas é bom ter uma visão geral do que, pelo menos para alguém (no caso eu) crê que é o mais importante. E um dos nossos objetivos aqui no Ficcionados é abordar esses assuntos com mais profundidade. Nos próximos meses teremos vários artigos falando em mais detahes de alguns dos temas aqui abordados.

 

Então vá escrevendo, pesquise mais afundo, aprenda e experimente. E, se quiser ver algum tópico discutido mais profundamente, avise!

Seguir Thiago Loriggio:

Nascido em Floripa, graduando em engenharia mecânica (um curso que claramente tem grande foco em contar histórias), criativo inconsolável. Tem poucas coisas que Thiago gosta mais do que bolar alguma coisa, seja ela uma história, um projeto, um jogo, uma biografia para rodapé de site. Quando não está rabiscando no seu caderno quadriculado, anotando ideias, está lendo, jogando algo, ouvindo gêneros conflitantes de música (de The Cribs a Nujabes a Bach numa playlist só), ou percebendo que tem interesses demais. Tem um prazer especial em escrever, analisar coisas, e falar de si na terceira pessoa.Conheça o trabalho dele